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1ª DDM passa a funcionar 24 horas e aos finais de semana
A 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da Capital passou a funcionar 24 horas por dia, durante os sete dias da semana. A inauguração do plantão, foi nesta segunda-feira (22), teve participação do secretário da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho.

1ª DDM passa a funcionar 24 horas e aos finais de semana

Os plantões policiais serão de segunda a sexta-feira, das 20 às 8 horas; e aos sábado e domingos, das 8 às 20 e das 20 às 8 horas

A 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da Capital passou a funcionar 24 horas por dia, durante os sete dias da semana. A inauguração do plantão, nesta segunda-feira (22), teve participação do secretário da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho.

A ampliação do atendimento da delegacia especializada com os plantões 24 horas, inclusive aos finais de semana, foi possível graças a um reforço de efetivo policial. Duas delegadas, formadas na última terça-feira (16), foram destinadas à unidade.

O governador Geraldo Alckmin, presente à cerimônia de inauguração, ressaltou que a ampliação no atendimento foi conseguida graças ao concurso público que selecionou as delegadas, proporcionando um “reforço do time”. “Teremos uma equipe completa, a madrugada toda e todos os dias da semana”, disse Alckmin.

Os plantões noturnos da 1ª DDM funcionarão das 20 às 8 horas, com quatro equipes compostas por delegado, investigadores e escrivão. Aos sábados e domingos serão dois turnos – das 8 às 20 horas e o segundo das 20 às 8 horas.

O secretário da Segurança enfatizou a importância do acolhimento prestado à mulher vítima de violência doméstica. “Esse primeiro atendimento é primordial para que a mulher se sinta recepcionada no ambiente. Por isso temos aqui uma equipe especializada e já vocacionada nesse tipo de atendimento”, falou Mágino.

A delegacia fica na Rua Bittencourt Rodrigues, 200, Sé. A responsável pela unidade é a delegada Giovanna Valenti Clemente.

Ainda durante a inauguração do plantão, o governador lembrou que “São Paulo é líder nesse trabalho” e que a “Delegacia de Defesa da Mulher foi uma inovação do Estado de São Paulo”.

A 1ª DDM, que também é a primeira Delegacia de Defesa da Mulher do país, completou 31 anos de existência neste mês. Pioneiro no combate à violência de gênero, São Paulo possui 132 unidades do tipo, espalhadas por todas as regiões do Estado.

Sobre a atuação das equipes das DDMs, o secretário comentou que o trabalho especializado é oferecido para que a vítima forneça os melhores dados possíveis sobre o delito sofrido e, com isso, a polícia possa investigar a conduta criminosa cometida.

“O desafio é dar o melhor atendimento possível”, afirmou Mágino. “É muito importante que a equipe acolha a vítima e traga o conforto que ela precisa ter”, completou.

Combate à violência contra a mulher

O Estado de São Paulo vem aprimorado suas medidas e tomado novas iniciativas de proteção à mulher.

São Paulo possui a maior estrutura da nação para o atendimento especializado à mulher, com 35,8% de todas as DDMs do país, que tem 368 unidades, de acordo com dados da Secretaria de Politicas para as Mulheres. Se comparado ao Rio de Janeiro, que tem 15 delegacias do tipo, o Estado possui nove vezes mais equipamentos.

As equipes que atuam nas DDMs de São Paulo são preparadas e treinadas para este fim. Elas passam por aulas específicas na Academia de Polícia, como de atendimento público e Direitos Humanos, para prestar o melhor atendimento às vítimas.

Desde maio, a Secretaria da Segurança Pública faz parte do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (Gevid), em parceria com o Ministério Público. O grupo visa discutir medidas de segurança para aprimorar o combate a esse tipo de crime, como a melhoria da capacitação dos policiais civis e militares em formação.

O empenho e a atenção do Estado na questão da violência contra a mulher pode ser notado através de dados. De acordo com o Mapa da Violência de 2015, o Estado registrou, em 2013, uma taxa de 2,9 homicídios de mulheres por grupo de 100 mil. O número é o menor de todo o país, atrás até mesmo da média nacional, que foi de 4,8.

Um estudo mais recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança, aponta que São Paulo foi o estado que teve a maior diminuição, em 10 anos (de 2004 a 2014), no número de homicídios de mulheres.

A queda no período foi de 29,3%, fazendo com que o Estado alcançasse a menor taxa do país – 2,7 homicídios por 100 mil mulheres. Com uma redução de 37,21%, a média de São Paulo foi também a que mais diminuiu na década. Em 2004 a taxa era 4,3.


FONTE: SSP-SP

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