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Para conter avalanche de aposentadorias, Alckmin sugere a criação de nova gratificação
Assim como o abono de permanência, gratificação seria paga aos policiais que optarem por permanecer na ativa mesmo após terem cumprido o tempo para aposentadoria.

Para conter avalanche de aposentadorias, Alckmin sugere a criação de nova gratificação
A avalanche de solicitações de aposentadorias poderá, em breve, representar o agravamento do já precário quadro da Polícia Civil no estado de São Paulo.

Segundo o próprio governo, através do Portal da Transparência, atualmente faltam 8.700 policiais civis no estado. Além disso, cerca de 1.800 Policiais Civis, que atingiram o tempo necessário para aposentadoria, já deram entrada no pedido e devem sair da ativa em breve.
 
Aparecido Lima de Carvalho, o Kiko, presidente do Feipol Sudeste, entidade que representa dezenas de sindicatos e milhares de Policiais Civis do interior do estado, alerta para a gravidade da situação: “fatalmente com a saída dos policiais, haverá a necessidade de fechamento de delegacias por todo o estado, agravando a crise na segurança pública”.
 
Em evento realizado no dia 14 de fevereiro em Campinas, ao ser questionado por Kiko sobre a falta de investimentos do governo na Policia Civil, Alckmin reconheceu a falta de efetivo e mencionou a possibilidade da criação de uma nova gratificação, que assim como o abono de permanência, também seria paga aos policiais que permanecerem na ativa mesmo após terem cumprido o tempo para aposentadoria. Segundo o governador, a gratificação ainda está na fase de estudos e análise. Um detalhe interessante é que, até ontem a proposta de gratificação não havia sequer sido citada por nenhum membro do governo.
 
Kiko Lima Carvalho, que também é presidente do SINPOL Campinas, enxerga a criação desse abono como uma simples tentativa do governo de conter a avalanche de aposentadorias: “Essa gratificação não elimina a necessidade de reposição do efetivo e muito menos a necessidade de reajuste salarial”. Kiko garante que ”não haverá descanso enquanto não houver a garantia de que os Policiais Civis garantam sua dignidade e seus direitos”.  

 
Representantes da Polícia Civil alertam que, a melhor forma para combater o êxodo de policiais no estado é a retirada da carreira da proposta de Reforma da Previdência, a exemplo do que já ocorreu com a Polícia Militar.




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