Carreiras Policiais
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Jeitinho e Soluções Meia Boca
Aparecido Lima de Carvalho, Kiko

Imagine a senhora ou senhor chegar a um Hospital ou Posto de Saúde público e ver ostensivamente que tem mais “médicos” do que pacientes naquele lugar?  E ao chegar ao atendimento odontológico também público e encontrar uma situação idêntica relação aos “dentistas”?  Lógico que a primeira vista parece ótimo, mas será?
 
Como reagiria a sociedade ao saber que, ao invés de estar sendo atendida por um profissional capacitado e preparado em sua área de especialidade, está sendo "cobaia" de algum projeto de "inteligência", que priorizou a quantidade e não a qualidade para diminuir filas?  Desta forma, com metade ou menos de um justo salário que se pagaria para o profissional de excelência, se "encaixariam" uns cinco ou dez "aprendizes", que se “ajudarão” pagando os estudos e, enquanto isso, “vão aprendendo”, de forma prática e real, o que, em tese, ainda estariam ou deveriam estar aprendendo em suas respectivas faculdades.
 
Parece surreal, não? Mas na Segurança Pública, principalmente com o encolhimento cada vez maior da Polícia Civil de São Paulo, a situação apresentada como fictícia aparece  como ameaça real para carreiras profissionais importantes, como a de Escrivães e Investigadores de Policia, principalmente.  Carente desses profissionais, que estão se aposentando praticamente em massa, seja por idade ou forçadamente pelas doenças adquiridas por excesso de trabalho ou por estresse da profissão e, sem projeto de reposição à altura, há risco iminente de serem feitas as contratações chamadas “adoc”.
 
 
Na “solução mágica” para quantidade e não qualidade, talvez estudantes de determinados cursos "virariam", da noite para o dia, “Policia?”, em troca quem sabe? De uma ajuda para custear a sua faculdade...  E isso não é piada. Seria, o que podemos dizer oficialização, em pleno  Século 21, talvez a volta de chamados “Inspetores de Quarteirões”, cargo  criado lá no distante ano de 1.832 ou então os mais recentes e “folclóricos”, dos anos 70 e 80, "Bate Pau", uma espécie de “voluntário” na Polícia, que trazia informações para serem investigadas.
 
A FEIPOL SUDESTE entende que, se este tipo de proposta não passar de “devaneio de tecnocratas”, que acham que vão resolver a situação financeira do Estado, essa não será nem de longe solução para a Sociedade, que continuará insegura e não será  bem atendida, pois terá somente quantidade aparente , mas sem a necessária qualidade.
 
Estamos atentos em relação a essas possíveis "soluções geniais" e levamos tal preocupação  para todos que ainda tenham bom senso saibam que  problemas em áreas como Saúde, Educação e Segurança Pública se resolvem com contínuos investimentos em valorização e qualificação de profissionais, jamais com "jeitinho meia boca", senão nem Deus, que tudo pode, dará conta de proteger as pessoas que dependem da boa qualidade tanto na Segurança, quanto na Saúde e na Educação, afinal só quando criança, se brinca de ser Médico, Policial ou Professor.
 
*Aparecido Lima de Carvalho, Kiko, presidente da FEIPOL SUDESTE e do SINPOL DA REGIÃO DE CAMPINAS.
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